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A cultura brasileira "de jeitinho" pode prejudicar planejamento - Entrevista com Américo Pinto (Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos) Rio de Janeiro, 16 de novembro de 2010. No fim do mês, de 24 a 26 de novembro, ocorre, no Rio de Janeiro, a sétima edição do Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos. O Fórum é, na realidade, a apresentação de um dos mais importantes estudos sobre Gerenciamento de Projetos no Brasil. Realizado anualmente, o estudo é reconhecido internacionalmente e visa mapear as práticas de empresas brasileiras em projetos. O estudo e, consequentemente, o Fórum foram idealizados por Américo Pinto, especialista e pesquisador em Estratégia Empresarial e Gerenciamento de Projetos.
Américo já trabalhou com empresas como Petrobras, Vale, Walmart, TV Globo, Votorantim, Banco Central, Ericsson, Telefônica, Coca-Cola. Desde 2001, Américo é voluntário ativo junto ao Project Management Institute, onde desenvolve pesquisas como a de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos que deu origem ao Fórum. Em entrevista ao e-Projetos, Américo falou sobre as novidades do Fórum neste ano e sobre as perspectivas para os estudos do ano que vem. Falou também sobre PMO Maturity Cube (modelo de avaliação de maturidade de Escritórios de Projetos), um outro trabalho de Américo ao lado de outros dois profissionais de área. Américo também comentou sobre a cultura de planejamento no Brasil e suas expectativas em relação à realização da Copa do Mundo e Olimpíadas no país.
O 7º Fórum Nacional de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos será realizado no Rio de Janeiro de 24 a 26 de novembro. Quais são as novidades para o evento desse ano? [Quando no ar, a pesquisa será disponível em www.pmsurvey.org] Outra novidade é que a partir do ano que vem, o estudo será internacional. Além das 460 organizações que já pudemos contar neste ano, faremos o benchmarking também em empresas e organizações internacionais*.
Como idealizador do Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos, que está na sua 7ª Edição, como é a evolução percebida, durante esses últimos sete anos, nas práticas adotadas pelas empresas participantes?
À parte do Estudo de Benchmarking em Gerenciamento de Projetos, você desenvolveu este ano, em conjunto com Marcelo Foresti Cota (entrevistado da edição passada) e Ginger Levin, um modelo para avaliação da Maturidade de Escritório de Projetos (o PMO Maturity Cube). Qual é a sua análise sobre o papel do escritório de Projetos na Organização? A principal função de um escritório de projetos dentro de uma organização é atender a necessidade de seus clientes: diretores, gerentes de projetos, enfim, pessoas envolvidas no dia a dia da organização. Quanto mais o escritório prover serviços de apoio para esses clientes, maior vai ser a percepção de que esse escritório está de fato gerando valor. Você pode prover vários serviços pros seus clientes, mas há diversas formas de fazer isso – é isso que vai dar o nível de maturidade do seu escritório de projetos.
O Brasil irá sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas, dois grandes eventos que exigirão o desenvolvimento de diversos projetos na área de engenharia...
Você falou em superação de questões culturais em relação ao planejamento. Como você avalia a cultura brasileira de planejamento?
*O estudo passará a contar com empresas de fora do país, até então só fazia-se a pesquisa com empresas brasileiras. Já o Fórum é sempre realizado no Rio de Janeiro, embora conte com participações de palestrantes internacionais.
Beatriz Leal Fonte: CONFEA - Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia
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